Quarta-feira, Janeiro 19, 2011

Rei Artur - A Saga Segundo a Pepê - I


Já de caras minha gente, ninguém chega num ponto de concordancia: uns dizem isto, outros aquilo, bate-boca, diz-que-diz e lhufas do que é real. A maior parte da história desse tempo se baseia em lendas, e lendas a gente já sabe, começa numa pequena verdade e depois vai ganhando novas cores ao sabor de quem conta.

Daí que vamos mesmo pela lenda, já que, pra falar de história e dar aula...tem os professores que ganham a vida nisso. Nem eu tenho grau acadêmico pra ficar aqui num blá-blá de encher chouriço.

Portanto se preparem, isto é quase uma novela daquelas que entra a ceguinha, os irmãos e os filhos ilegítimos e toda essa bagunça. Hoje vou pedir que usem a imaginação e façam o cenário conforme eu for jogando os elementos aqui ok? Por isso...

...Era uma vez, um cara que tinha um sonho, esse sonho era de conseguir chegar ao sucesso, que o seu nome chegasse aos píncaros do universo e perdurasse para todo o sempre. Seu nome era Uther Pendragon, (uns dizem que era Brteão outros não...) que colocou a cachola par funcionar e bolou um plano daqueles não é pra qualquer um: ser Rei! Mas o problema é que já havia um rei, o Duque de Tintagel, dono e senhor da Cornualha (o nome sugere já de si problemas...), bem casado com Igraine e com uma filhota linda Morgana. Mas Uther queria isso tudo num pisacar de olhos e sem fazer o menor esforço para isso. Lutar?? Ficar ferido, cheio de dores e sem dormir?? Mas nem sonhando...

Uther conhecia um velho que diziam que era da hora, sabia fazer qualquer feitiço, mandiga e sabia ler o futro como ninguém, só tinha um problema: agenda super lotada, era muito seleto nas escolhas do clientes. Uther era um bocado bruto, um casca grossa mesmo, mas conseguiu uma vaga. 

Pediu um feitiço que, segundo ele mesmo explicou seria uma forma de acabar com as lutas e ambos serem ricos e bem na vida. Merlin não ficou seduzido (pois claro que era o Merlin... dããã) pela fama, glória e ouro, mas sim pela paz. é que pra aqueles lados era só terra ensopada de sangue, uma miséria só. Resolveu então ouvir o plano que se mostrou audacioso, louco de pedra, arriscado demais... e  por isso mesmo tinha tudo pra dar certo. Ficou tudo combinado para o dia e hora marcada, Merlin iria com as suas artes transformar Uther em Duque de Tintagel. Não me perguntem que feitiço era esse, só sei que Merlin sabia o que fazia.

Um belo fim de tarde (e fim de tarde lá mais pro norte da Europa anoitece lá pelas 4 da tarde) o Duque começou a vestir a lataria, perdão, a armadura, se preparando para a guerra. Muito desgostosa e chorosa, Igreine assistia essa brincadeira de colocar um ser humano em foma enlatada para guerra e já sentindo saudades do marido. Eram um casal unido e que se amavam, coisa rara naqueles tempo de casamentos arranjados à força. Entre beijos e lágrimas despediram-se, juraram voltar a se encontrar novamente e lá foi o Duque pra guerra.

Uther poderia ser casca grossa, mas não era burro, deu um par de horas pra comitiva toda do Duque sair de perto e depois Merlin fez lá a mandiga dele e PUFFF... Uther estava igualzinho ao Duque, sem tirar nem pôr. Entrou a galope pelo castelo adentro, sobe até ao quarto da Igreine e... minha gente, não sei quem foi mais corajoso nessa dupla. Porque nem a armadura o apressado do Uther tirou, abriu a porta levadiça lá de baixo e o ariete não entrou.. saiu (ô meu pai...esta ficou um bocado XXX). Igreine coitada, pensando ser o seu marido que vinha pra uma rapidinha de despedida... aguentou o tranco. Aqui minha gente, nem merecia cuidado se acama rangia e fazia barulho...porque com tanta lata e sacolejo, barulho não faltou! Mas a coisa foi durando, durando...e ele foi se desfazendo da armadura...e foi ficando. E conta a lenda que, no exacto momento que Igreine concebia Artur, o Duque, seu marido, morria no campo de batalha. Quando Uther se cansou de se sertificar que ela tinha sido devidamente... fertilizada com a sua semente...deu no pé. Nem deixou o número do celular, nem um recadinho...nada. Comeu e se mandou! Nem tinha passado 20 minutos, eis que chega um emissário a avisar Igreine que o seu bem amado marido, o Duque de Tinatgel tinha tombado no campo de batalha bravamente.

Igreine soltou um "mas que porra é essa se ele acabou de sair" muito educado, mas compreensível. Se o homem acabou de sair como é que lá no longe como tudo ele tinha tombado no campo de batalha e vinham avisa-la?
A mulher ficou com um nó na cabeça do tamanho do mundo, era incompreensível que tais coisas tenham acontecido assim. Passados uns tempos, os enjoos, a vontade de comer sopa de goiaba, vatapá de caramelo e o sono que não a largava mais... eram os sinais de que mais uma vida estava se gerando dentro dela. Mas se não era do marido... de quem seria? Almas do outro mundo? Creeedoooo... não. 

Rainha sozinha é o mesmo que dizer que há 20 urubus em cima da carniça, portanto, na escolha dos possíveis pretendentes ao título de marido da rainha estava Uther, que conseguiu fazer chegar um recadinho á distinta senhora avisando que ele era o pai da criança que estava pra nascer. Acabou por Uther conseguir o que queria, pois chegou ao lugar de Rei...mas não foi ele que ficou famoso. Depois de um parto complicado e doloroso (porque ele era cabeçudo mesmo), Artur foi entregue à Merlin como recompensa pelos serviços prestados. Vocês até podem achar que Merlin saiu perdendo...mas se eu não tivesse colocado o nome de Uther Pedragon e explicado quem era.. alguém ia saber quem era o distinto cidadão? Mas todo mundo sabe pelo menos quem era o Rei Artur da Távola Redonda...

Merlin tinha visto que, se ajudasse Uther, o verdadeiro Rei que uniria todos os territórios da Bretanha seria o seu filho: Artur. Portanto, aceitou a dádiva de criar e educar o futuro Rei. O grande problema era este: era uma criança que saía muito ao pai...mas tinha o bom coação e a inocência da mãe. Um cabeça dura de marca maior, mas bom rapaz e de bom coração. E foi esse menino, que um belo dia puxou de um pedregulho a tal espada, que fez dele rei. Porque a espada meus amigos, não sairia nunca pelas mãos de quem usavam a força, mas sim o coração (momento: ohhhhh...qui bunitinhuuuu).

Mas o moleque deu que fazer ao Merlin... foi ele, Artur, que acabou com a farta cabeleira do mago e deixou-o de barba branca. Até chegar no dia do encontro com a dama do lago, muita água passou por debaixo da ponte. 

No próximo episódio: Artur faz a sua ordem de cavaleiros e como por parte de mãe tem o título de senhor da Cornualha, lhe valeu um belo par de enfeites em forma de cornos oferecido pela legítima. Eu bem dizia que o lugar sugere coisas...

Fui.

1 comentários:

Santinha disse...

Amiga já não era sem tempo!!!

Quero continuar a seguir a história, que promete ser melhor que muitas novelas.

Jinho