
Ok, gente demais falou comigo sobre o assunto. Agradeço à Dalila e à Tina pelos comentários. Parece que o resto das pessoas tem vergonha de comentar. Mas muita gente falou comigo sobre as Conversas de cama.
Muita gente gostou, mas houve algumas indignadas, pelo simples fato de ter apontado o dedo às mulheres como culpadas de fracassos amorosos.
Olha, sinceramente, eu não posso mudar de opinião. Mesmo que isso signifique que seja criticada por isso. É que não assino por baixo de convenções sociais que ninguém sabe bem como começaram.
Me pergunto qual foi a primeira idiota, que numa determinada época decidiu que, se um homem te leva pra sair, ver um filme e depois um jantar, invariavelmente ele pensa que a recompensa é um par de pernas abertas pra ele. Por causa dessa idiota, antes mesmo de sequer marcar a saída, temos que por inúmeras vezes avisar que : "É só uma saída e nada mais". Que na cabeça dos homens acaba por ser traduzido como : "Ela tá se fazendo de difícil".
Tambem não sei em que época saltou-se várias etapas entre conhecer e ir pra cama com. Porque tinha etapas. Tinha a conversa, a sedução, tinha uma coisa muito divertida, que agora caiu totalmente de moda chamado "embaciar os vidros do carro". O muito antigo amasso.
Acho que era das etapas mais divertidas de conhecimento entre casais. Cabô. Mas esse amasso, não passava dos beijos e apalpões, nada de sexo.
É verdade que nos dias de hoje, embaciar os vidros do carro significa um grande risco. As cidades já não são seguras, há o medo crescente de uma infinidade de tipos de violência, que acabaram com o amasso no carro. E o do cinema?
Acho que era das etapas mais divertidas de conhecimento entre casais. Cabô. Mas esse amasso, não passava dos beijos e apalpões, nada de sexo.
É verdade que nos dias de hoje, embaciar os vidros do carro significa um grande risco. As cidades já não são seguras, há o medo crescente de uma infinidade de tipos de violência, que acabaram com o amasso no carro. E o do cinema?
Então, saltou-se de uma plataforma do "oi, tudo bem?", pra o forró na cama...cadê o papo?
Numa fase, acredito que a palavra liberdade abriu uma brecha desconhecida, e a confusão entre o dizer sim se tornou uma obrigação e não uma escolha. Liberdade não é baderna.
E aquelas que ainda se valorizam ao ponto de dizer não à esses costumes pouco lisonjeiros às mulheres, são chamadas de secas, frias e todos os climas menos próprios. Mas caramba!! Há que haver amor próprio, auto valorização.
Já falei aqui sobre o quanto somos complicadas. E cada mulher, dependendo da sua vivência é diferente de outra. Mas no básico somos iguais.
Ok, algumas coisas mudaram, principalmente nas gerações que agora anadam nos 30/40 anos.
Antigamente, as mulheres tinham como sonho, o casamento e filhos. trabalhar fora de casa significava ou a incompetência do marido. Porque o homem era o ganha pão.
Hoje em dia, mesmo com salário desigual, as mulheres dão cartas no mundo do trabalho. Já não existe trabalho de homem ou de mulher. Não ser dependente financeiramente, deu às mulheres a capacidade de se desprender de relacionamentos ruins.
E aí a coisa complicou, principalmente para os homens. Acabou o "até que a morte nos separe", a sujeição da mulher ao homem e toda essa coisada. Elas agora mandam tanto como eles. Ou mais.
Mas voltando ao assunto em questão, agora que a mulher é independente, senhora da sua vida e corpo, existe uma luta dentro de nós muito grande. Vou tentar explicar da melhor forma.
Falando com as mulheres em geral, a coisa fica mais ou menos assim:
Queremos nosso espaço próprio, a nossa identidade e um relacionamento estável e seguro. Mas não queremos mais casar, viver junto ou similares. Sexo é bom, mas tem dias que pedimos um pouco de colo...chocolate e muita compreensão. Não queremos ser constantemente questionadas de onde estivemos, com quem falamos, onde e porque.
Não queremos mais cedências de ter que fazer ou ir à algum lugar só pra agradar, nem que nos prometam coisas que não possam cumprir, nem queremos que nos digam palavras doces só porque é um tique automático.
Mas queremos ser as únicas, o zenite do coração do homem. Dá pra entender? Claro que não. Nem nós entendemos.
Então minhas senhoras, a coisa é válida da mesma forma. Até que ponto manipulam os homens até conseguir o que querem? Quantas e quantas não deram o golpe da barriga (querido.. tô grávida), pra segurar um homem? Quantas não ameaçaram se matar se eles as deixassem? Acham isso honesto?? Quantas não torram o saco do homem, telefonando toda hora e exigindo a mesma atenção, ou no caso perseguição? Quantas e quantas acham que a vida devia ser como um livro do Nicholas Sparks ou da Nora Roberts???
Quantas e quantas não arranjaram esquemas e planos pra dobrar o destino da sua maneira?? Você, eu, todas nós conhecemos.
Quantas e quantas não arranjaram esquemas e planos pra dobrar o destino da sua maneira?? Você, eu, todas nós conhecemos.
Aquela velha máxima de " no amor e na guerra vale tudo", acaba por ser uma faca de dois gumes. Podemos conseguir ao que nos propomos, mas acabamos sem saber se ganhamos ou se apenas foi uma desistência do inimigo. É um empate.
Eu como mulher, escutando as conversas de tantas mulheres, vejo que tenho que ser honesta. Somos mesmo muito complicadas. E usar a vida como desculpa, não faz de nós melhores.
Todo mundo tem escolha, todo mundo sabe o que quer e não precisa de desculpas. Se vocês tem amigos especiais, com privilégios especiais, se vocês não se importam de ser "a outra", se querem ter mais do que um homem...é com vocês.
Desde que tenham a honestidade de se olhar de frente e dizer que é o caminho que escolheu pra si, e que de momento é quanto baste, tudo bem.
E por favor, deixem-se de carregar o título de vítimas. Não se esqueça de uma coisa, pra alguem ter poder sobre você, isso significa que você lhe deu permissão pra ter esse poder sobre você.
Só é vítima que o permite ser.
E fim de papo.
1 comentários:
Oi girl,
Obrigada por me citar, fiquei feliz!
Este é outro assunto que eu concordo com vc... acabou o contato, o conhecer, o curtir, o esperar... eu tenho a impressão de que agora é algo muito rápido e sem gosto, tipo fast food. Conheceu, beijou, transou, acabou. E a expectativa, conhecer as afinidades, curtir a companhia mesmo?? Sei lá, talvez não seja assim, faz tempo que estou fora do mercado... rsrs
Mas é isso, somos independentes e ao mesmo tempo inseguras, somos descoladas, mas ainda suspiramos com contos-de-fada... é somos complicadas mesmo...
bjs, e obrigada por citar meu comentário!!
bjs
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